Terça-feira, 28 de junho de 2022
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Artigos || Max Lima

Será que a morte foi súbita ou foram ignorados os avisos que o coração deu?

Foto: Reprodução

Quem nunca ouviu a expressão “infarto fulminante”, “mal súbito” ou “morte súbita” antes? Todos esses são termos muito utilizados pela população leiga para se referir a um episódio de óbito de causa inexplicada que ocorre de maneira aguda.

Para nós, médicos, ou qualquer outro profissional da saúde, esses termos devem deixar de existir. Na maioria das vezes, estamos nos referindo a uma morte súbita cardíaca (MSC).

Qual a importância disso? Qualquer um conhece algum caso ou já ouviu sobre um caso próximo de tal fatalidade. A MSC é responsável por cerca de 4 milhões de mortes por ano em todo o mundo.

Representa 25% das mortes de origem cardiovascular. A incidência varia se o paciente possui algum substrato prévio ou não (infarto do miocárdio e arritmia ventricular complexa), sendo muito maior nos que possuem alguma lesão cardíaca estrutural como as exemplificadas. Morte súbita cardíaca pode ser definida como morte natural inexplicada, de causa cardíaca, que ocorre de forma super aguda (em geral, com menos de 1 hora do início dos sintomas), em indivíduos sem comorbidades agudas prévias que poderiam evoluir para o evento (óbito).

Será que é mesmo inexplicada ou deixamos de lado avisos e o autocuidado ? Essa frase provacativa chama atenção para uma associação bem sabida por nós cardiologistas : Obesidade X Morte Cardiovascular.

A epidemia de sobrepeso/obesidade já afeta 39% da população adulta e 18% das crianças e adolescentes entre 5 e 18 anos, com consequências consideradas devastadoras para a saúde.

Algumas estimativas indicam que o excesso de peso é a segunda causa de morte no mundo, perdendo apenas para as doenças associadas ao tabagismo.

Uma das doenças associadas à obesidade, o distúrbio do sono conhecido como Apneia é caracterizado por pausas respiratórias com duração mínima de 10 segundos. Essa interrupção está relacionada diretamente com alterações cardíacas e pulmonares.

A apneia é uma doença crônica, progressiva e incapacitante. Os principais sintomas são o ronco, a fadiga diurna e a diminuição da capacidade concentração que podem trazer prejuízos no aspecto social e afetar negativamente a vida do paciente.  

Quais são os Riscos Cardiovasculares?

A apneia está relacionada com outros fatores de risco cardiovasculares, como índices de colesterol elevados, diabetes e obesidade. A apneia, inclusive, pode estar relacionada com casos de morte súbita noturna.

O Coração fraco, várias arritmias e principalmente arritmia na parte de baixo do coração, conhecida como ventriculares, têm relação com morte súbita de noite. A apneia do sono é uma doença que é subdiagnosticada. É algo que precisa de mais atenção e que precisa ser avaliada no dia a dia.

Max Lima é médico especialista em cardiologia e terapia intensiva, conselheiro do CFM, médico do corpo clínico do hospital israelita Albert Einstein, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia de Mato Grosso(SBCMT), Médico Cardiologista do Heart Team Ecardio no Hospital Amecor e na Clínica Vida , Saúde e Diagnóstico. CRMT 6194

Email: maxwlima@hotmail.com
 

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